Drone em marinas: o que a lei exige antes de voar

ANAC, DECEA e ANATEL: o que é exigido para voar drone em marinas no Brasil, por que isso importa ao contratar um serviço e o que conferir com o piloto.

Silhueta de piloto operando drone sobre o mar ao pôr do sol

Marina é ambiente com pessoas, embarcações de alto valor e, muitas vezes, rotas de helicóptero por perto. Voar drone ali não é só apertar um botão: no Brasil, a operação envolve regras de três órgãos diferentes. Saber quais são ajuda você a contratar com segurança.

Importante Este artigo é um resumo informativo, não uma orientação jurídica. As normas mudam; confira sempre as versões em vigor nos sites oficiais da ANAC, do DECEA e da ANATEL.

Os três órgãos envolvidos

ANAC — o drone e o piloto

A Agência Nacional de Aviação Civil regula o uso de aeronaves não tripuladas no país pelo regulamento especial conhecido como RBAC-E nº 94. Entre as exigências estão o cadastro do equipamento no sistema da ANAC (o SISANT) para drones acima de 250 gramas e regras sobre quem pode pilotar e em quais condições. Para uso profissional, também há exigência de seguro com cobertura de danos a terceiros.

DECEA — o espaço aéreo

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo, ligado à Força Aérea, autoriza o uso do espaço aéreo. As solicitações de voo são feitas pelo sistema SARPAS. Perto de aeroportos e helipontos, e o Rio de Janeiro tem muitos, as restrições são maiores, o que torna esse passo especialmente relevante em marinas da cidade.

ANATEL — o equipamento de rádio

Como o drone e o controle se comunicam por radiofrequência, o equipamento precisa ser homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações.

Além da lei: as regras da marina

Cada marina tem sua própria administração e pode ter normas internas para voos: horários permitidos, áreas de decolagem, aviso prévio. Uma vistoria bem feita começa com essa coordenação, o que também ajuda a escolher a melhor janela de maré e horário para as imagens.

Privacidade e segurança no píer

  • Evitar sobrevoar pessoas que não fazem parte da operação.
  • Enquadrar a embarcação contratada, e não barcos vizinhos em detalhe.
  • Manter distância segura de mastros, antenas e cabos.
  • Não voar com vento forte ou chuva, que comprometem o controle e a qualidade das imagens.

O que conferir ao contratar um serviço de drone

  • Se o piloto e o equipamento estão regularizados junto aos órgãos responsáveis.
  • Se haverá solicitação de voo para o local e o horário da vistoria.
  • Se o serviço coordena o voo com a administração da marina.
  • O que exatamente será entregue (fotos, vídeo, relatório) e em qual prazo.

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